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Existo para o mundo - não pertenço a ninguém, muito menos a mim mesma.

Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

Eu sou uma pessoa totalmente rasa. Não tenho 1 cm de profundidade, gosto do que é rápido, do que é fácil, daquilo que não me dá trabalho. O problema é que eu desgosto dessas coisas com a mesma facilidade que eu descarto uma agulha. E depois eu sofro, sofro por não ter alguma coisa que me perturbe, que me faça perder o controle. Gosto das coisas inesperadas, mas desisto delas no primeiro recado sem resposta. Espero sempre muito, e se não tenho tudo, desisto, desisto por não ter o suficiente e por não conseguir oferecer mais do que um punhado de confusões desesperadas e sem sentido. "Esmalte vermelho, tinta no cabelo, os pés num salto alto". Medo, é disso que eu sofro, e de influencias externas, o que é bom, preciso de quem me pode, porque senão eu vou longe, voando sobre um mundo que eu acho bonito, mas que não conheço, e que não desço justamente por isso. É que o mundo é tão grande, e tão cheio de gente e tão cheio de coisas, e eu tenho lembranças tantas e tão boas, que fico insegura de ir pra frente. Apesar de ter plena consciencia de que nada, absolutamente nada será como já foi um dia. Pode ser que seja melhor, ou pior, o que é que eu faço com o medo de descobrir? E com o medo do que eu não sei como é? Isso deve ser síndrome pré-formatura. Porque a maioria, ou minoria sei lá, das pessoas, se forma, arruma um emprego, ganha um carro, se casa, prospera, estabelece família... E eu... nem namorado eu tenho, tenho uma gastrite, tenho insonia, tenho um pulmão que eu nem sei que cor está, tenho um coração que bombeia mais ou menos meu sangue, pq meus pés e mãos formigam de vez em quando. Eu ganho mal, praticamente nada para o tanto que eu trabalho, e ainda estou sem receber há 2 meses, não tenho dinheiro nem pra comer uma pizza com meus amigos, eles pagam minha conta .~ Eu estou horrível, com olheiras, com a pele manchada, com dores nas costas, dor de cabeça, e pra completar, meu dente da frente tá escuro porque o dentista fez uma cagada. Minha mãe quer podar meus planos de vida mirabolantes, em troca dos sonhos pequeno burgueses dela e do meu pai. Nossa quanto drama. Como sempre eu começo querendo escrever sobre uma coisa e acabo enveredando por outros caminhos. Mas é isso.

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

"... de como eu quase morri ontem."

"... de como eu descobri que meu carro é muito bom."

"... de como eu fiquei traumatizada com um tempestade."

"... de como eu descobri que consigo pensar em panico."

"... de como eu acho que os carros deveriam ser vedados."

"... de como eu percebi que eu sou aparovada."

"... de como eu descobri que eu preciso de alguém."

"... de como eu aprendi que nunca mais devo sair no meio da chuva."

"... de como o destino me provou que 2007 vai ser um ano de surpresas."

"... de como eu confirmei que se pode morrer a qualquer hora."


Enfim, não consigo escolher nem o título... que dirá escrever o post.

Bem, eu estou tentando contar o que me aconteceu ontem... ou uma das coisas que me aconteceram ontem, porque olha, tem momentos que eu penso que 24 horas é muito pouco, mas ontem, 24 horas me pareceu horas demais.

Na verdade tive bons momentos, aliás, mais do que bons. Mas depois da alegria vem a preocupação, mas enfim eu ia mesmo era contar sobre como a furia da natureza desceu (literalmente) sobre mim.

Eu estava na fernando correia no meio da enxurrada, e fui levada com carro tudo avenida abaixo. MAs consegui segurar com os dois freios. E fiquei sem saber oq fazer, ateh que a água, que estava por cima do capo, começou a entrar pelas frestas das portas, e eu começei a ficar com os pés molhados em uma água marrom e suspeita.

Depois de muito gritar, de tentar ligar pra casa, de tremer, de ficar com a cabeça doendo, e insanidades gerais, eu usei a força da agua a meu favor, manobrei o carro de acordo com que a correnteza ia me arrastando e consegui passar pra outra pista, aii eu acelerei pra valer, e consegui me sair dessa.

Subi a maldida da avenida que me odeia e parei num posto, onde eu tirei a água de dentro do carro com um balde, um balde!!! DEscobri que a placa do meu carro deve estar em algum lugar da fernando correa, e tive que ligar pra ele vir me salvar do meu nervosismo. E ele veio, no meio da enxurrada, e me levou pra casa.

MAs tudo isso é muito estranho e assustador. Ele tem medo, e eu tenho medo do medo dele, porque eu acho que não estou pensando. E quando começar a pensar, pode ser que eu não tenha mais controle. E também pode ser que esteja sofrendo por antecipação outra vez.

Enfim...

Sexta-feira, Janeiro 12, 2007


Dizem que a vida é uma sucessão de fatos. Concordo até sucessão, e não necessariamente de fatos. A minha tem sido uma sucessão de horas, de pessoas, de sorrisos, de conversas fiadas, e de vida propriamente dita.

Não consigo encontrar outra palavra pra definir meus dias, que não seja "vivos", dias vivos, ao lado de gente que eu não poderia definir melhor do que "amigos", porque eu sempre penso que as palavras, as definições, as generalizações são insuficientes, vagas, vazias.

Pessoas que te fazem esquecer que as coisas são um pouco ruins, que permitem uma conexão com aquilo que pode ser chamado de perfeito, que transformam uma noite de bobeira sentados em um banco de praça algo incondicionalmente feliz.

Gente que me faz rir, que me faz falar sem tremer, que me faz ficar emocionada, que me faz sentir viva, amada, gente que presta atenção a mim, que ri comigo, que vive comigo sem achar nada sobre isso, gente que me coloca pra cima, e que me coloca no meu lugar.

Meus amigos, aqueles a quem amo independente do que isso signifique ou de quantas vezes eu declare isso a eles, os meus queridos amigos que transformam qualquer coisa em festa, que sabem do que eu falo e quando não sabem também não importa, as pessoas que quero do meu lado pra sempre, e sem medo de que isso mude um dia.

Em épocas passadas eu diria que sei que eles se vão, e que eu sentirei saudades, mas nunca os esquecerei. Hoje eu prefiro dizer que sei que seremos amigos pra sempre, por mais beeeeeeesha que isso possa parecer, e que pelo menos uma vez ao ano vamos sair de onde estivermos pra nos reunir outra vez, e tudo vai ser como é agora, e diremos "puxa, é como se nunca nos separassemos".

Finalmente acho que posso dizer que encontrei minha identidade, é isso que sou, o bruto de mim mesma são eles, eles me constroem, e eu me orgulho de ter um pouco de cada um deles, e da certeza de que eles também carregam uma pouco de mim (coitados =p).

É isso, eu os amo, e só.

Terça-feira, Dezembro 05, 2006


Bem, refletindo sobre minha profunda falta de flor roxa no coração, comodismo diante das situações pseudo-romanticas que tenho vivido, e da célebre máxima "mulheres inteligentes gostam de caras idiotas", cheguei a conclusão nenhuma, como sempre.
Assim, não que eu seja uma mulher inteligente, e nem que eu goste de caras idiotas, e também não que eu não seja, ou não goste... Mas penso que derrepente é só uma questão de cegueira temporária ocasionada por carencia decorrente de excesso de ocupação ou senso excessivo de dominação por meio da imposição de caráter superior.
Derrepente também é falta do que fazer da vida ou medo de encontrar alguém legal que te tire dos eixos. Com os babacas não se corre esse risco. Os movimentos deles são restritos, assim como o vocabulário e todo o resto. Se por um lado a personalidade curta e grossa peca pela simplicidade e previsibilidade, por outro lado é vantajoso por se evitar surpresas agradáveis o suficiente pra gerar uma paixonite aguda irreversível.
Enquanto isso, vá alimentando uma coisa estranha a distancia, que acalma na hora da tristeza.
;)

Sexta-feira, Novembro 03, 2006


Ui, a pergunta que não quer calar de hoje é: e eu? corro pra onde??

Todo mundo foge de mim, foge pra algum lugar, provavelmente pra uns pares de braços esguios e pequenos, para olhos escuros e sensíveis, para um colo morno e adorável. Só eu continuo aqui, nessa frieza, nessa superficialidade, nessa clausura libertária que eu criei.

Todos estão saindo, e eu tbm. Todos estão se divertindo, e eu tbm. Todos estão guardando seus segredos, e eu tbm. Todos estão bebendo, e eu tbm. Todos estão dormindo, e eu não.

DEve ser o cortisol, que está alto por demais, talvez fosse melhor eu adoecer mesmo.
;~

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Efeito Borboleta


Então hoje, depois de muito muito muito tempo, entendi qualé o mistério da borboleta, o efeito borboleta, a borboleta ou seja lá o que for!! Não não, não tem nada a ver com teoria do caos, Ashton Kutcher ou algo do tipo. Segue a narrativa...

Então, a garota aqui, que anda muito estressada resolveu tomar um fitoterápico carminativo pra sussegar. Tomei o talzinho eram 2 hrs da tarde. Então entrei pro laboratório, fiz o que eu tinha que fazer, briguei com meu irmão por telefone e depois de um outro telefonema eu sai. [corte] 5 hrs voltei pro laboratório, fomos fazer as fotos pro banner do trabalho que vai pra ribeirão, tirar os ratos do stress e fui ver a Suka. E depois casa.


Então fui levar meu pai lá na ponte que partiu, numa reunião da OAB. A esta altura, já idos de 7 hrs da noite, eu começei a ficar um pouco lenta, e na volta acabou a gasolina do carro. Eu sabia que isso ia acontecer, eu tinha dinheiro pra abastecer, mas eu continuei até o carro não andar mais.

O maldito parou lá pros lados da rodoviária. Então, definitivamente calma, fui andando até o posto pra buscar gasolina. No posto não tinha nenhum recipiente onde eu pudesse transportar gasolina. Acabaram achando um galão perdido lá. Daí o cara que me atendeu me perguntou como eu ia colocar a gasolina no tanque, eu disse na maior tranqulidade "eu não sei".

Ele me mandou procurar uma garrafa e cortar. GArrafa de que?? cOrtar como meu filho?? Saí andando com o galão na mão. Achei uma garrafa de água no chão, tentei cortar ela com a chave do carro, mas não deu certo, até que me lembrei que dentro da minha mochila havia uma faca de avião que estava esquecida por lá. Feito, o funil estava pronto.

Me ajeitei toda e fui colocando a gasolina, mas a porcaria tava vazando tudo, caindo no pneu do carro. Mas eu mantive a calma, tava medicada pra isso mesmo. Mas eis que então surgem duas almas boas oferecendo ajuda.
- Ei precisa de ajuda aí??
- Acho que sim, a gasolina ta vazando...
- É por causa da borboleta.
- De quem?
- Borboleta, é uma trava que colocam no tanque pra não roubarem gasolina.
- Há tá, agora eu não esqueço mais da borboleta.

E claro, dando rizada da minha cara porque eu não tinha tirado a "borboleta" do tanque, e enquanto tudo isso acontecia, o cara foi arrancando um galho da árvore ao lado e enfiando no tanque pra destravar a borboleta.

Ele segurou o meu funil-garrafa-de-água-cortado-comm-faca-de-avião e eu pude então despejar a gasolina sem derramar no pneu. E eu agradeci encarecidamente e pude ir embora, ainda ouvindo os dois rirem da minha ignorancia automobilística. E agora eu nunca mais esqueço da borboleta!!

Saí rindo de toda aquela situação tipicamente machista, em que os homens finalmente podem dar rizada de uma garota que nem sabe que tem uma trava no tanque. O importante é que eu consegui sair dessa sozinha, e calma ainda por cima. Minha vontade era ligar e pedir socorro, mas eu não posso.

Na volta passei no shopping, comprei outro livro do Kerouac, comi uma tortinha e fui pra casa, alegre e contente e com a mão fedendo a gasolina.

"Eu sei quem ele é, e o amo mesmo assim!"


Essa é a maior declaração de amor que existe, algo que se seguido, seria a resolução de um bocado de problemas de relacionamento. Não, não quero dizer nada com isso, apenas assisti o filme "Dois é bom, três é demais" e alguem fala isso em uma parte do filme, e eu achei interessante e reflexivo, só isso.

O fato é que me lembrei de uma remota época da minha vida, em que mudei coisas esseciais em mim por alguém, e acabei me questionando se era só cuidado ou vontade de saber até onde ia o poder sobre mim.

O fato é que a senhorita aqui está tentando mudar de vida outra vez, por motivos vetados de serem anunciados neste horário. Pois bem, parei de fumar, ou de tentar fumar, ou qualquer coisa assim. Estou tentando cortar de vez, ao invés de somente na faculdade, mas é difícil. Estou tentando comer direito, comer nos horários certos e as coisas certas, isso pra ver se eu emagreço e também pra ver ser eu consigo fugir das crises de gastri(s)te.

Também estou tentando dormir em horários certos, ou tentando descansar um pouco quando preciso ter uma longa noite pela frente. E agora eu faço caminhadas aos fins de semana, queria poder durante a semana também, mas meu tempo está problematico. Só de beber é que eu não paro, porque não dá, e porque não é problema isso tbm.

Eu sei que a solução de todos os meus problemas seria diminuir a carga horária de atividades gerais, ele mesmo me disse que eu trabalho demais, mas eu não consigo viver sem minha sobrecarga. Ou não consigo viver sem dinheiro, sei lá...

O fato é que antes, tudo isso não me incomodava, mas agora incomoda. E sabe-se que mudanças não ocorrem sem motivos, e que, igualmente, grandes mudanças não acontecem sem grandes motivos. E meu motivo é grande, alto, forte e bonito pra caramba.

O fato é que eu sei que minha vida vai se complicar desnecessariamente, e que um problema novo e de minha própria escolha não é extamente algo que eu precisava agora, mas as compensações que tenho recebido têm me mantido cega frente às óbvias barras que vão me pesar. Mas eu não quero pensar nisso.

Por enquanto parar de fumar, fazer exercícios físicos, comer e dormir melhor, e diminuir meu tempo de stress diários tem me trazido excelentes compensações. MAs não poder falar sobre isso tem me deixado um pouco tensa, e ao mesmo tempo que é totalmente engraçado.

Não sei até onde isso vai me levar, mas posso imaginar, e ainda assim quero seguir.

Domingo, Setembro 03, 2006




Saindo da rotina... literalmente!


Não sei se minha noite de sábado foi uma tragédia grega, um dramalhão mexicano, um pastelão hollywoodiano, ou tudo isso junto. Eu só sei que eu achei que não fosse sobreviver.

Meu fim de semana prometia, tava começando na quinta, planos e mais planos de querer ver o mal. Já começou mal na quinta mesmo, que eu andei aprontando alem da conta e passei mal pra caramba, além de dar uns beijinhos extra-oficiais.

No sábado eu fui pro cristo rei pra tratar meus ratinhos, mas já passei na kit pra ver a quantas andava os esquemas pra noite. E já tava tudo engatilhado, o esquenta, a bagunça, a preparação, tudo nos mínimos detalhes prometia uma noite daquelas.

Mas eis que logo no fim da tarde começam a surgir os problemas. Uma das moradoras da kit, aqui ridiculamente denominada de Conchita, só pra disfarçar, tem um namorado, também ridiculamente intitulado de "el Corno". Pois bem, Conchita etava sussegada porque "el corno" ia trabalhar no sabado a noite e ela poderia ir sozinha pra festa tranquilamente.

Paralelamente, Josefina, amiga das meninas da kit, tem um affair não oficial com "el parcial corno" que é amigo de "el corno". Josefina despistou "el parcial corno", dizendo que ia estudar pois um amor antigo de fora estava para chegar e poderia ir à festa com ela.

O problema começou quando "el corno" apareceu na kit dizendo que tinha conseguido dispensa do trabalho e que poderia ir à festa. Até aí, sem grandes problemas, Conchita poderia desistir da esbórnia e levar "el corno" ainda que a contragosto. O problema é que se "el corno" fosse ele iria ver Josefina na festa, e "el parcial corno" consequentemente saberia que ela tinha mentido tbm.

Imaginem então o apuro do pessoal da kit quando esse "el corno" incoveniente apareceu por lá né?!? Pois bem, Conchita enfiou uma tia no hospital e disse q ia ter que passar a noite com ela. Armaram um esquema mirabolante para um moto taxi vir buscá-la e fingir que ia pro hospital, enquanto eu levava as roupas dela pra casa de Josefina para que ela pudesse se arrumar lá.

Bom o rolo foi imenso, o "el corno" chamou "el parcial corno" e os dois ainda ficaram um tempão lá empatando nossa saída, e no fim das contas estragaram nosso esquenta e ainda atrasaram nossa vida. Mas sei lá, eles foram embora.

Um pouco mais cedo, eu tinha ligado para o meu corpinho para perguntar se ele ia à festa comigo, e ele disse que não ia. Dei o maior piti, fiz um drama básico, e ele acabou aparecendo mais tarde na kit, mas disse que não ia à festa mesmo assim. E eu, no meio de todo aquele rolo de Conchita e Josefina, de enganar os meninos, fiquei afetada, e meu senso de sinceridade acabou falando mais alto. Contei para o corpinho sobre os beijinhos extra-oficiais de quinta-feira. DIsse a ele que eu não ia me justificar porque não havia razão para isso. Ele só disse "fazer oq né?" E foi embora. Depois me mandou uma msg me dizendo que achou q eu era especial, mas que tinha se enganado. Talvez eu fale sobre isso uma outra hora, talvez não, mas o fato é que fiquei chateada, muito chateada, em crise, eu diria.

Mas continuemos...

Saímos do cristo rei e fomos buscar meu irmão na minha casa. E eis que no meio do caminho a gasolina acaba. MAs assim, foi misteriosamente o negócio, porque o carro não falhou antes, ele simplesmente foi apagando. Estaria tudo bem se não fosse 23:40 e se não estivéssemos no zero km. Sabe ali, onde ficam as moças e moçoilas da vida, ali perto do aeroporto?? Pois é, ali mesmo. 5 mulheres e 1 rapaz no carro. Pois então, Fernandinho desceu e foi andando até o posto, enquanto eu tentava responder a msg de despeito do corpinho com um tapa de luva de pelica. TRavamos as portas e ficamos a observar a fauna local. Daí Fernandinho voltou, e enquanto colocava a gasolina no carro, um indivíduo veio se aproximando. Nós jogamos ele dentro do carro, e eu saí cantando pneu e levantando poeira, feito em filme, não tem??

REspiramos aliviados, paramos no posto pra colocar mais gasolina e fomos buscar meu irmão. O infeliz estava bebado. Daí fomos pra festa. No caminho os amigos do meu irmão ligam dizendo que o carro deles estava com a bateria arriada. Deixei o pessoal no círculo militar na festa, e fui levar meu irmão lá, fiquei com medo de deixar o infeliz ir sozinho naquele estado que ele tava, e com a sorte que a gente tava tbm, fiquei com medo de acontecer algo.

Os meninos estavam no bar da floor, comendo e bebendo cerveja. Tive que ficar la sentada esperando eles resolverem ir cuidar do carro. Algum bom tempo depois fomos na praça popular onde o carro tava, mas o carro não pegou, então decidiram deixar o carro lá e ir pra festa. Finalmente, mais de 1 hora da manhã conseguimos chegar.

A essa hora eu já estava mais do que mal humorada, mais do que embirrada, mais que irritada, mais que o extremo de tudo de ruim que eu poderia estar. Encontrei o pessoal, e logo minha ira passou. Aí foi curtir a festa, dancei, dei rizada, me diverti, esqueci de tudo que tinha acontecido, ish me distrai. Foi melhor que eu esperava, as bandas estavam boas e tal e coisa. MAs não fiquei muito tempo, já chegamos tarde... Fomos embora era umas 4hrs.

Chegando no carro, continua a sequencia do mal... vidro quebrado. Acho que os filhos duma puta ficaram com raiva de não ter som (foi roubado semana passada) e quebraram o vidro de maldade. Nem os 2 kg de arroz que estavam no banco de traz eles quiseram. Mas vamos lá, madrugada, tava frio, sem vidro, só nos restou passar frio. Voltamos pra praça popular, Daniel fez o carro dos meninos pegar e nós fomos levar Noemia em casa, no pico do amor. Nisso os meninos ligaram que o carro tinha apagado outra vez. Lá fomos nós pra Isaac Póvoas. Daniel foi dirigindo e fomos levar o Emilio em casa, atrás do mc da av do cpa. De lá pra carmino de campos pra pegar o Daniel e levar ele em casa no cristo rei. Nisso meu irmão dormiu no volante, passou em cima de alguma coisa que não sabemos o que é, e eu fui dirigindo pra casa.

Quando pisei na garagem eu respirei aliviada. Tinha conseguido chegar em casa intacta. Mas a luz da cozinha estava acesa e eu achei q minha mãe tava me esperando com o pau de macarrão mirado na minha cabeça. Mas não. No meu quarto, tirei a roupa, coloquei o pijama e deitei. FEchar os olhos pra mim foi a coisa mais maravilhosa do mundo. Saber que eu estava em paz, e viva. E que o prejuízo foi só um vidro quebrado e um orgulho ferido.

Eu e meu irmão combinamos de não contar sobre o vidro, e até agora, 18:30, nossos pais não descobriram nada. Se tudo der certo, amanhã cedo a gente troca e eles nem vão sonhar. Minha mãe mataria a gente se soubesse, ainda ia jogar na nossa cara que falou pra não sairmos.

E esta foi uma noite em que literalmente saimos da rotina, e olha que só contei as zicas que rolaram comigo, sem contar coisas que aconteceram com os outros também. MAs tá bom, isso ainda vai render muita história pra contar e daqui a uns dias, quando o susto passar eu vou estar dando rizada de tudo isso. Acho que foi praga dos dois cornos e do ex-corpinho, só pode viu!! Mas é isso!