.:.riot cat.:.

Existo para o mundo - não pertenço a ninguém, muito menos a mim mesma.

Domingo, Setembro 03, 2006




Saindo da rotina... literalmente!


Não sei se minha noite de sábado foi uma tragédia grega, um dramalhão mexicano, um pastelão hollywoodiano, ou tudo isso junto. Eu só sei que eu achei que não fosse sobreviver.

Meu fim de semana prometia, tava começando na quinta, planos e mais planos de querer ver o mal. Já começou mal na quinta mesmo, que eu andei aprontando alem da conta e passei mal pra caramba, além de dar uns beijinhos extra-oficiais.

No sábado eu fui pro cristo rei pra tratar meus ratinhos, mas já passei na kit pra ver a quantas andava os esquemas pra noite. E já tava tudo engatilhado, o esquenta, a bagunça, a preparação, tudo nos mínimos detalhes prometia uma noite daquelas.

Mas eis que logo no fim da tarde começam a surgir os problemas. Uma das moradoras da kit, aqui ridiculamente denominada de Conchita, só pra disfarçar, tem um namorado, também ridiculamente intitulado de "el Corno". Pois bem, Conchita etava sussegada porque "el corno" ia trabalhar no sabado a noite e ela poderia ir sozinha pra festa tranquilamente.

Paralelamente, Josefina, amiga das meninas da kit, tem um affair não oficial com "el parcial corno" que é amigo de "el corno". Josefina despistou "el parcial corno", dizendo que ia estudar pois um amor antigo de fora estava para chegar e poderia ir à festa com ela.

O problema começou quando "el corno" apareceu na kit dizendo que tinha conseguido dispensa do trabalho e que poderia ir à festa. Até aí, sem grandes problemas, Conchita poderia desistir da esbórnia e levar "el corno" ainda que a contragosto. O problema é que se "el corno" fosse ele iria ver Josefina na festa, e "el parcial corno" consequentemente saberia que ela tinha mentido tbm.

Imaginem então o apuro do pessoal da kit quando esse "el corno" incoveniente apareceu por lá né?!? Pois bem, Conchita enfiou uma tia no hospital e disse q ia ter que passar a noite com ela. Armaram um esquema mirabolante para um moto taxi vir buscá-la e fingir que ia pro hospital, enquanto eu levava as roupas dela pra casa de Josefina para que ela pudesse se arrumar lá.

Bom o rolo foi imenso, o "el corno" chamou "el parcial corno" e os dois ainda ficaram um tempão lá empatando nossa saída, e no fim das contas estragaram nosso esquenta e ainda atrasaram nossa vida. Mas sei lá, eles foram embora.

Um pouco mais cedo, eu tinha ligado para o meu corpinho para perguntar se ele ia à festa comigo, e ele disse que não ia. Dei o maior piti, fiz um drama básico, e ele acabou aparecendo mais tarde na kit, mas disse que não ia à festa mesmo assim. E eu, no meio de todo aquele rolo de Conchita e Josefina, de enganar os meninos, fiquei afetada, e meu senso de sinceridade acabou falando mais alto. Contei para o corpinho sobre os beijinhos extra-oficiais de quinta-feira. DIsse a ele que eu não ia me justificar porque não havia razão para isso. Ele só disse "fazer oq né?" E foi embora. Depois me mandou uma msg me dizendo que achou q eu era especial, mas que tinha se enganado. Talvez eu fale sobre isso uma outra hora, talvez não, mas o fato é que fiquei chateada, muito chateada, em crise, eu diria.

Mas continuemos...

Saímos do cristo rei e fomos buscar meu irmão na minha casa. E eis que no meio do caminho a gasolina acaba. MAs assim, foi misteriosamente o negócio, porque o carro não falhou antes, ele simplesmente foi apagando. Estaria tudo bem se não fosse 23:40 e se não estivéssemos no zero km. Sabe ali, onde ficam as moças e moçoilas da vida, ali perto do aeroporto?? Pois é, ali mesmo. 5 mulheres e 1 rapaz no carro. Pois então, Fernandinho desceu e foi andando até o posto, enquanto eu tentava responder a msg de despeito do corpinho com um tapa de luva de pelica. TRavamos as portas e ficamos a observar a fauna local. Daí Fernandinho voltou, e enquanto colocava a gasolina no carro, um indivíduo veio se aproximando. Nós jogamos ele dentro do carro, e eu saí cantando pneu e levantando poeira, feito em filme, não tem??

REspiramos aliviados, paramos no posto pra colocar mais gasolina e fomos buscar meu irmão. O infeliz estava bebado. Daí fomos pra festa. No caminho os amigos do meu irmão ligam dizendo que o carro deles estava com a bateria arriada. Deixei o pessoal no círculo militar na festa, e fui levar meu irmão lá, fiquei com medo de deixar o infeliz ir sozinho naquele estado que ele tava, e com a sorte que a gente tava tbm, fiquei com medo de acontecer algo.

Os meninos estavam no bar da floor, comendo e bebendo cerveja. Tive que ficar la sentada esperando eles resolverem ir cuidar do carro. Algum bom tempo depois fomos na praça popular onde o carro tava, mas o carro não pegou, então decidiram deixar o carro lá e ir pra festa. Finalmente, mais de 1 hora da manhã conseguimos chegar.

A essa hora eu já estava mais do que mal humorada, mais do que embirrada, mais que irritada, mais que o extremo de tudo de ruim que eu poderia estar. Encontrei o pessoal, e logo minha ira passou. Aí foi curtir a festa, dancei, dei rizada, me diverti, esqueci de tudo que tinha acontecido, ish me distrai. Foi melhor que eu esperava, as bandas estavam boas e tal e coisa. MAs não fiquei muito tempo, já chegamos tarde... Fomos embora era umas 4hrs.

Chegando no carro, continua a sequencia do mal... vidro quebrado. Acho que os filhos duma puta ficaram com raiva de não ter som (foi roubado semana passada) e quebraram o vidro de maldade. Nem os 2 kg de arroz que estavam no banco de traz eles quiseram. Mas vamos lá, madrugada, tava frio, sem vidro, só nos restou passar frio. Voltamos pra praça popular, Daniel fez o carro dos meninos pegar e nós fomos levar Noemia em casa, no pico do amor. Nisso os meninos ligaram que o carro tinha apagado outra vez. Lá fomos nós pra Isaac Póvoas. Daniel foi dirigindo e fomos levar o Emilio em casa, atrás do mc da av do cpa. De lá pra carmino de campos pra pegar o Daniel e levar ele em casa no cristo rei. Nisso meu irmão dormiu no volante, passou em cima de alguma coisa que não sabemos o que é, e eu fui dirigindo pra casa.

Quando pisei na garagem eu respirei aliviada. Tinha conseguido chegar em casa intacta. Mas a luz da cozinha estava acesa e eu achei q minha mãe tava me esperando com o pau de macarrão mirado na minha cabeça. Mas não. No meu quarto, tirei a roupa, coloquei o pijama e deitei. FEchar os olhos pra mim foi a coisa mais maravilhosa do mundo. Saber que eu estava em paz, e viva. E que o prejuízo foi só um vidro quebrado e um orgulho ferido.

Eu e meu irmão combinamos de não contar sobre o vidro, e até agora, 18:30, nossos pais não descobriram nada. Se tudo der certo, amanhã cedo a gente troca e eles nem vão sonhar. Minha mãe mataria a gente se soubesse, ainda ia jogar na nossa cara que falou pra não sairmos.

E esta foi uma noite em que literalmente saimos da rotina, e olha que só contei as zicas que rolaram comigo, sem contar coisas que aconteceram com os outros também. MAs tá bom, isso ainda vai render muita história pra contar e daqui a uns dias, quando o susto passar eu vou estar dando rizada de tudo isso. Acho que foi praga dos dois cornos e do ex-corpinho, só pode viu!! Mas é isso!