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Existo para o mundo - não pertenço a ninguém, muito menos a mim mesma.

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

"... de como eu quase morri ontem."

"... de como eu descobri que meu carro é muito bom."

"... de como eu fiquei traumatizada com um tempestade."

"... de como eu descobri que consigo pensar em panico."

"... de como eu acho que os carros deveriam ser vedados."

"... de como eu percebi que eu sou aparovada."

"... de como eu descobri que eu preciso de alguém."

"... de como eu aprendi que nunca mais devo sair no meio da chuva."

"... de como o destino me provou que 2007 vai ser um ano de surpresas."

"... de como eu confirmei que se pode morrer a qualquer hora."


Enfim, não consigo escolher nem o título... que dirá escrever o post.

Bem, eu estou tentando contar o que me aconteceu ontem... ou uma das coisas que me aconteceram ontem, porque olha, tem momentos que eu penso que 24 horas é muito pouco, mas ontem, 24 horas me pareceu horas demais.

Na verdade tive bons momentos, aliás, mais do que bons. Mas depois da alegria vem a preocupação, mas enfim eu ia mesmo era contar sobre como a furia da natureza desceu (literalmente) sobre mim.

Eu estava na fernando correia no meio da enxurrada, e fui levada com carro tudo avenida abaixo. MAs consegui segurar com os dois freios. E fiquei sem saber oq fazer, ateh que a água, que estava por cima do capo, começou a entrar pelas frestas das portas, e eu começei a ficar com os pés molhados em uma água marrom e suspeita.

Depois de muito gritar, de tentar ligar pra casa, de tremer, de ficar com a cabeça doendo, e insanidades gerais, eu usei a força da agua a meu favor, manobrei o carro de acordo com que a correnteza ia me arrastando e consegui passar pra outra pista, aii eu acelerei pra valer, e consegui me sair dessa.

Subi a maldida da avenida que me odeia e parei num posto, onde eu tirei a água de dentro do carro com um balde, um balde!!! DEscobri que a placa do meu carro deve estar em algum lugar da fernando correa, e tive que ligar pra ele vir me salvar do meu nervosismo. E ele veio, no meio da enxurrada, e me levou pra casa.

MAs tudo isso é muito estranho e assustador. Ele tem medo, e eu tenho medo do medo dele, porque eu acho que não estou pensando. E quando começar a pensar, pode ser que eu não tenha mais controle. E também pode ser que esteja sofrendo por antecipação outra vez.

Enfim...